das palavras que se perdem ao vento.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Postado por Tati Almeida às 03:49:00 0 andar(es)
tags cartas, chuva, humanidades, insône, saudades
parati.
segunda-feira, setembro 05, 2011
sem os pés atados, voar até seria possível.
sem o coração que vacila, o sorriso duraria mais.
sem a boca que cala, os beijos seriam outros.
sem ti, sentir, se em ti. sem mais.
[15/11/09]
Postado por Tati Almeida às 20:23:00 0 andar(es)
oscilação.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
onde oscila a ação
de tudo não pode ser são
ação sem cor ou doação
nem passa de decoração
onde oscila medo e ilusão
fica o clichê de rimar coração
nas sombras dos ecos do ão "
[t.a.]
Postado por Tati Almeida às 17:13:00 0 andar(es)
la lhorona.
quinta-feira, maio 07, 2009
hoje, deliro em prosa. mesmo porque a poesia anda um tanto escassa nesses meus quase trinta. uns diriam ser parte da tão almejada maturidade; ou que, com o tempo, vamos ficando realistas e a ilusão vai se perdendo. naquele blá blá blá de 'pés no chão' e tudo mais. pode até ser...
como diria o meu Baleiro: "a poesia está morta, mas juro que nã fui eu". na verdade, não juro... tenho parte nesse crime. engolí cada dose de veneno que me chegou à boca. agora, estou aqui sem nem um Prozac pra aliviar a dor.
se ao menos eu fumasse, faria pose de diva com os olhos bem delineados e um copo de Uísque nas mãos. mas, meu drama é bem latino, combina mais com as doses de tequila e aqueles boleros beirando a cafonice. nos olhos? as lágrimas negras, me levando bem mais que maquiagem.
Postado por Tati Almeida às 03:13:00 0 andar(es)
Ventura.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
tuas palavras, tiram as minhas.
me deixam a pele rubra, mais que os cabelos.
ainda elas, me dão o que teus olhos esconderam.
ontem, faltou virar-te o rosto e ler na retina.
hoje, meu peito sorri ao acaso.
um só dia separa a fera que nos une os sentidos.
dois passionais, na arte se (re)conhecem.
uma singularidade que segue, aos pares,por onde os pés já caminh(ar)am.
a lama do teu quintal,é também minha.
tenho no sangue, tal a Risoflora de Science.
amanhã, se vens mesmo,
te levo a voar nas asas da águia azul.
e ainda faço um retrato,daqueles de parede.
assim, leva contigo um pedaço do tempo.
Postado por Tati Almeida às 02:29:00 3 andar(es)
Antes do adeus.
sábado, janeiro 10, 2009
não preciso de ti, melhor como está.
posso viver sem meus dedos em teus cachos
ou a barba por fazer, arranhando a nuca.renego até o cheiro que adormecia os sentidos
e a saliva que matava toda a sede.teus ouvidos, não quero mais!
e nem a voz que me calava.
fica como herança,tudo que restou.
mas me devolve a moça apaixonada.
preciso dela pra deixar de sobreviver.
Postado por Tati Almeida às 03:52:00 2 andar(es)
tags insône, regurgitar, saudades, tolices
Maldição
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Na maldição das palavras maldisse seu destino. Fez com ele pior do que aos seus inimigos, até porque não os tinha ou não soubera deles. Acreditou no que lhe fora conveniente ao temor e descrença de seu presente. Deu a si o benefício da dúvida e o malefício da hesitação. Tomou de outras bocas a profecia mal-dita e a legitimou absoluta. Adormeceu desejos e sentidos. Veio a paralisia (in)voluntária, um cansaço de tudo e todos, a morte. Então, descobriu que o inferno não são os outros. Profano foi seu coração.
E assim foi sem vírgula ou exclamação. Apenas ponto final.
Postado por Tati Almeida às 15:03:00 1 andar(es)
tags 39 º de febre, delírios, Freud, regurgitar, Traumas

